O que há entre a ciência e a tela?

Na década de 90, a internet era algo que beirava a ficção científica para a maioria da população. A grande mídia exercia uma forte influência sobre todos nós. Poucos entendiam, de fato, os mecanismos de produção audiovisual. Dentro da universidade, muito se falava da importância de democratizar o acesso a essa linguagem.
Na Casa, o audiovisual tornou-se um caminho de experimentação, a fim de popularizar a ciência. Várias parcerias e projetos foram realizados neste sentido. Em 1996, entramos para o circuito da Mostra Ver Ciência, criada pelas empresas Mediatech e VideoCiência, em 1994, com o intuito de disseminar a cultura científica, através da divulgação de programas de Ciência e Tecnologia de diversos países. Faz parte da programação anual do CCBB. Desde 1999 circula por Museus e Centros de Ciência do país e compõe as ações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que é coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Muitas mostras integraram as nossas exposições e o programa Ciência para Poetas.
Em 2000, exibimos produções de vídeo e cinema nacionais na Série Documentando o Brasil, sempre seguida de debate com diretores, produtores e atores dos filmes em tela. Retratando as diferentes faces do Brasil, a Série trouxe filmes imperdíveis e nomes ilustres do meio cinematográfico, como Santo Forte (Eduardo Coutinho, 1999), Carlota Joaquina (Carla Camurati, 1995), Marvada Carne (André Klotzel, 1959), Quem matou Pixote (José Joffily, 1996) etc.
Com o Laboratório de Pesquisas em Comunicação e Educação, criado em 2002, abrimos espaços de formação prático/teórica (cursos, oficinas, palestras, mostras, publicações) em linguagem audiovisual, mídias eletrônicas e digitais. Daí surgiu o Projeto Ciência por Aí – Oficina Arte, Ciência e Ação, com a ideia de aproximar professores, educadores e outros interessados das técnicas e recursos audiovisuais, a exemplo do que faziam as TVs comunitárias.
Aliás, o Encontro Comunicação, Educação, Cidadania (2002) viabilizou a troca de experiência entre várias TVs comunitárias, do Rio de Janeiro e de outros estados. Estiveram presentes as TVs Pinel (RJ), Maxambomba (Nova Iguaçu/ RJ), Imagem Comunitária (MG), Cipó – Comunicação alternativa (BA) e muitas outras.
Em 2002, uma oficina de vídeo com a equipe da Casa gerou três vídeos experimentais: Grávido e feliz; Viagem ao SAARA e Fé e ciência. A produção audiovisual nos permitiu enriquecer nossas exposições com matérias incríveis! É o caso dos registros de trabalhos de campo, realizados em cidades de Minas Gerais e no sertão nordestino, em parceria com o Departamento de Geologia/IGEO/UFRJ, incluídos na exposição Caminhos do Passado Mudanças no Futuro (2007). E registrar nossas ações externas, coletando depoimentos dos participantes e do público, como em várias edições da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no estado do Rio de Janeiro (2005 a 2014), e na expedição Caminhos de Darwin (2008).
Cabe lembrar o nosso cineclube, Ciência em Foco, que cativou inúmeros seguidores, de 2009 a 2016. Com o objetivo de promover a circulação de novas ideias, todo primeiro sábado do mês, nosso auditório recebia o público para uma sessão de cinema, seguida de uma conversa, com um professor/especialista, sobre algum tema relativo ao filme. As produções exibidas e os respectivos temas debatidos compõem uma lista que merece ser conferida nos nossos canais de divulgação.
Nesse momento de isolamento, a equipe está animada com a produção de novos vídeos para nossas redes sociais. Não Perca!
Siga nossos posts históricos todas as segundas feiras.
Referências:
A Casa da Ciência da UFRJ como espaço de educação não-formal (Maria do Socorro Moura Soares, 2003)
Relatórios e documentos do Acervo do Projeto Memória da Casa da Ciência.
Acesse:
Ciência em Foco – Cineclube Ciência em Foco (cineclubecienciaemfoco.blogspot.com)
Casa da Ciência da UFRJ no YouTube – https://www.youtube.com/user/CasadaCiencia
VerCiência – Mostra Internacional de Ciência na TV (verciencia.com.br)