
Na verdade, o Hospício de Pedro II foi criado como ato de sagração do Imperador D. Pedro II, em 18 de julho de 1841, após denúncias das más condições em que viviam os loucos da cidade, nos porões da Santa Casa da Misericórdia ou soltos pelas ruas. Médicos da Academia Imperial de Medicina e o próprio provedor da Misericórdia fizeram uma campanha pela criação de um lugar apropriado para o tratamento da loucura.

Depois de inaugurado, gente de todo lugar começou a buscar vagas no hospício, até de países vizinhos, dá pra imaginar!? Pois é, muitos loucos eram simplesmente enviados para a corte do Rio de Janeiro e ficavam vagando pelas ruas, gerando problemas para as autoridades. Em pouco tempo, o Hospício ficou lotado! Os médicos (alienistas) do hospício reclamavam do excesso de doentes, pois muitos familiares, senhores de escravos e até setores do governo buscavam transformar o palácio em um “depósito de loucos incuráveis”.
Relembre o que já foi contado nos posts anteriores!
Acompanhe essa história em nossos posts de segunda-feira!
Quer mais detalhes? Acesse:
http://www.ccms.saude.gov.br/hospicio/origens1.php
http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/323-hospicio-de-pedro-segundo
http://www.faperj.br/?id=3578.2.9
Pesquise:
Os delírios da razão: médicos, loucos e hospícios. Rio de Janeiro, 1830-1930 (Magali G. Engel, 2001).
Os primórdios da Psiquiatria no Brasil: o Hospício Pedro II, as casas de saúde particulares e seus pressupostos epistemológicos, 1850-1880 (Monique de S. Gonçalves, 2013).
Tramas da loucura na Corte Imperial: ciência, caridade e redes de sociabilidade no Hospício Pedro II, 1883-1889 (Daniele C. Ribeiro, 2015).